Recantos da Terra - sábado 15 fevereiro 2014

SANTO ANTÔNIO DO PINHAL/SP.


Dessa vez, optamos por trazer um formato diferente à coluna “Recantos da Terra”. Um passeio pela Serra da Mantiqueira e boas descobertas na área da Enogastronomia. Assim, ao invés de falar sobre um restaurante, em especial – vocês entenderão o motivo -, optamos por dar um panorama geral do que passamos[1].

Estadia:

Santo Antônio do Pinhal fica no caminho de Campos do Jordão, porém a pequena cidade nada tem do cosmopolitismo da afamada vizinha. Ficamos em uma deliciosa pousada já no caminho para São Bento do Sapucaí e Sul de Minas, Pousada Pássaro de Fogo.

Quem busca pousada, via de regra, busca sossego, paz, conforto, etc. A rusticidade é bem vinda, por assim dizer. Escolhemos o lugar certo. Chalé confortável, tudo muito lindo e quieto. Uma piscina muito ensolarada com um espaço holístico e outra aquecida, uma capela, um espaço de terapia holística aumentam a sensação de paz que o lugar oferece. Parabéns à Norma, proprietária que cuida pessoalmente da pousada.

Status: RECOMENDADO!!!!!!!!!!

 

Passeios:

No sábado pela manhã, fomos conhecer o Pico do Agudo, local onde ocorre salto de Asa Delta e Parapente. Do alto pode-se ver boa parte do Vale do Paraíba paulista, parte da Serra da Mantiqueira, a famosa Pedra do Baú em São Bento, pois tem-se uma visão de 360º.

Dá para ver os saltos e, claro, existe a possibilidade de realizar vôos duplos de parapente. O acesso é por estrada de chão, mas nada que exija muita tração.

De retorno, paramos para conhecer a JR Vinhos. Parada bem escolhida, sem dúvida. O local é muito bonito e além de uma adega em ótima temperatura, o casal José Roberto e Angélica têm ainda um rol de ótimas cervejas e cachaças para os clientes.

Aproveitamos para tomar uma cerveja trapista – sim, estava muito calor – e escolhemos a premiada “Bierbaum Viena”, de Santa Catarina. Acabamos trazendo uma versão limitada da Bierbaum – “Bierbaum Weizen Rauchbier” (5,5%), comemorativa dos 80 anos da imigração austríaca.

Status: RECOMENDADO!!!!!!!!!!

 

Tivemos tempo de ir ao outro lado da cidade para conhecer a Cachaçaria “A Bodega”, que embora também venda vinhos, a atração é mesmo a imensa variedade de cachaças artesanais.

Um paraíso para quem gosta de cachaça. Particularmente, prefiro cachaça pura, mas é inevitável experimentar parte da infinidade de cachaças com sabores (uva, amora, café, etc.). No fim das contas, minha preferência recaiu mesmo nas cachaças envelhecidas, e acabei trazendo algumas garrafinhas de cachaça envelhecida em Grápia.

Além disso, o local é muito bonito. Além da área fechada, onde se encontram barricas e maravilhosos garrafões de vidro, tudo pleno de boa pinga, existe um jardim que por si só, justifica a visita. Lagos, flores e até um pequeno e florido santuário completam a sensação de passeio bem aproveitado.

Status: RECOMENDADO!!!!!!!!!!

 

Restaurantes:

Em matéria de restaurantes, foram várias as recomendações. Como não daria para conhecer nem um terço, apostamos nos dois mais recomendados. Na noite de sábado fomos ao “Picanha & Pasta”, no Shopping da cidade.

Em uma cidade como Santo Antônio do Pinhal, a última coisa que se espera é comer em sistema “fastfood”. O afamado restaurante se mostrou mais uma versão chic da franquia Spoleto. O ambiente é bonito, mas, o serviço se mostrou deveras despreparado.

Ao pedirmos a entrada, a atendente insistiu se poderia tirar o pedido de uma vez. Pedimos bolinho de bacalhau de entrada e demorou um pouco a chegar. Ocorre que antes que estivéssemos na metade da porção, a garçonete veio perguntar se poderia tirar o prato. Não satisfeita, em menos de dois minutos retornou já com a comida pronta…e fria.

Uma mosca morta fazendo de mortalha o guardanapo de pano, não ajudou em nada.

A Carta de Vinhos muito cara para os vinhos oferecidos é coerente com a comida, igualmente mais cara do que o necessário. Se quiséssemos restaurantes caros teríamos esticado até Campos do Jordão. Pagar caro para comer uma comida em estilo “Spoleto”[2], com o pessoal do serviço açodando a mesa, ainda mais um lugar em que se busca paz, calma e mesmo rusticidade, é decepcionante.

Honra seja feita, a “rolha” foi cobrada no valor de R$ 20,00. Justo! No entanto, no geral, a relação custo/benefício (pagamos R$ 190,00 sem vinho) é péssima.

Bem, um dia isso ia acabar acontecendo. Nem sempre se acerta.

Status: NÃO RECOMENDO…

 

Já no Eco Parque Jardim dos Pinhais, havia duas opções de restaurante: “Jardins dos Pinhais” e o “Donna Pinha”. Em que pese o primeiro ser mais sofisticado, com um pianista ao vivo, como estávamos para viajar em seguida, preferimos o Donna Pinha.

Ambos têm mesas em uma enorme varanda com uma belíssima vista para a mata. Só isso já ajudou a desfazer a experiência da noite anterior.

A comida é honesta e o preço idem.  Não é aquele restaurante que faz retornar pela comida, mas, se adequou muito bem ao que queríamos.

Status: RECOMENDADO!!!!

Enfim, um passeio muito agradável e que, no geral, recomendo muito e certamente retornarei. Mesmo porque, ficaram para trás alguns passeios que teríamos feito se houvesse mais tempo, inclusive visita aos muitos ateliês da região, bem como, outros restaurantes.

Fico na mesma pousada, claro!!!

Status do passeio: RECOMENDADO!!!!!!!!

 

Galeria de Fotos:



[1] A viagem foi realizada nos dias 25 e 26 de janeiro de 2014.

[2] Que fique claro, nada contra a rede Spoleto, que inclusive gosto bastante para almoços rápidos. A crítica aqui é apenas comparativa em relação ao processo de servir comida quase instantânea, de forma inadequada.

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