Espaço Vinoarti - quinta-feira 04 setembro 2014

EMBRIAGUEM-SE…por Baudelaire.

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Baudelaire e sua Musa [ARMAND RASSENFOSSE

 

É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: “É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso”. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

 

Charles Baudelaire (1821-1867), é considerado um dos precursores do “Simbolismo”, reconhecido, ainda, como prócer da tradição moderna em Poesia. Seu clássico “Les Fleurs du Mal” (As Flores do Mal, 1857), com 100 poemas considerados polêmicos às época, é considerado um dos grandes trabalhos da literatura mundial.

 

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