Editorial - quarta-feira 30 dezembro 2015

Retrospectiva 2015…Tempo de Mudanças!

Mais um ano se vai…

Como acontece em todo final de ano, gosto de fazer um balanço. Uma forma de avaliar erros e acertos, de compreender o que passou de bom ou ruim e repensar o futuro.

Se 2014 foi um ano difícil, com problemas profissionais e de saúde, 2015 conseguiu a façanha de ser ainda muito mais duro.

Em especial, aqui no estado do Rio de Janeiro, começamos o ano com a nefasta ST que, aliada a um calor senegalês pôs as vendas no “volume morto”. Sem contar o dólar pela hora da morte, fazendo os preços dos vinhos importados dispararem de preço.

Como se fosse pouco, o aumento do IPI agora no final do ano, como se quisessem estragar o Natal de toda a comunidade ligada ao vinho, ou seja, desde o produtor até nós consumidores, passando obviamente por importadoras, lojas e restaurantes.

Enfim, naturalmente, um ano de poucas vendas.

Tive, em contrapartida, um dos momentos mais importantes da minha vida, pois eu e Karla, minha companheira de Vinoarti e de vida, nos casamos e tivemos a dádiva de passar a Lua de Mel na Europa. Não foi uma viagem voltada para os vinhos, mas, aproveitamos bem a oportunidade.

Em Paris, em especial, depois de curar a rebordosa da viagem com um Crozes-Hermitage de Chapoutier, tivemos a sorte de conhecer a Legrand e sua sommelier brasileira, a simpaticíssima Ana Carolina Dani e – seguindo dica sua – tivemos uma experiência singular no Coinstot Vino, um restaurante especializado em vinhos naturais. Bem, o que era pra ser um singelo jantar de lua de mel, acabou virando uma fantástica degustação de vinhos naturais, com a tutela do pessoal da casa.

O tradicional Champagne na Torre Eiffel e, claro, um Chablis em Montmartre não poderiam faltar. Mas, como nem só de França vive o vinho, mais adiante, na Alemanha, pudemos aproveitar alguns deliciosos brancos do Reno e do Mosela.

Estivemos, ainda, na Inglaterra, Bélgica e Holanda, mas, aí a pegada é cerveja mesmo. Na Alemanha mesclamos vinhos e cerveja, conforme a ocasião. Mas, palmas para a Bélgica, onde tomei as melhores cervejas da minha vida, em especial, as Trippel. Se vale a dica, experimentem a “De Garre” e tirem suas próprias conclusões…

O problema é que voltando pra casa, me deparei com a maior crise profissional em toda a minha carreira na instituição onde exerço minha atividade principal, e isso consumiu todo o meu tempo de forma que, se a venda de vinhos já estava difícil, a partir de outubro foi literalmente “a zero”.

Foi um ano de muitas batalhas, mas, mesmo com perdas aqui e ali, fica a sensação de ter vencido uma guerra. Enfim, um ano de altos e baixos. Altos realmente elevados e baixos extremamente profundos.

Como podem ter notado, não tive como me dedicar ao VinoArti como de costume, mas, foi reflexo da fase difícil. Mesmo assim, é evidente o aumento no número de visitas aos posts…Grata surpresa!

Talvez o mais importante das minhas reflexões, seja a noção de que os fatos negativos nunca superam as nossas alegrias – a menos que se deixe, claro!

Ainda assim, nós – enófilos e “enoafins” – continuamos tomando bons vinhos. Dificilmente estaríamos aqui, lendo e – eu – escrevendo uma matéria sobre o tema, não fosse a mútua motivação pelo eterno presente de Baco.

Agradeço muito à Karla, minha mulher e companheira de VinoArti, pois não foram poucos os momentos difíceis e, em todos, suas mãos lá estavam, pousando docemente nas minhas.

Finalizo agradecendo mais uma vez aos leitores do VinoArti pelo carinho e pela persistência. Espero que gostem tanto de ler, quanto eu, de escrever…

Espero, de coração que 2016 seja pleno de realizações, mas, sobretudo, um ano de muita LUZ!

Kampai…

 

Tags:, , , , , , ,

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*


nove − = 7

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>